Harry F. Harlow, psicólogo norte-americano, realizou um experimento com macacos que eram expostos a mães artificiais, em que uma oferecia conforto, mas não alimento e a outra que era justamente o contrário. Foi observado que os macaquinhos preferiam as mães confortáveis, sentindo-se mais seguros, confiantes e capazes de explorar o ambiente.
É também interessante notar que crianças expostas a maus-tratos, não veem na mãe a culpa e sim nelas mesmas, é como se fosse inconcebível imaginar que uma mãe seria maldosa sem um motivo plausível, levando as crianças a pensar que elas devem ter feito algo errado ou não serem filhos merecedores do afeto. Por muito tempo, ou talvez para sempre, pensarão que possuem algo de errado.
Percebemos assim, como o vínculo entre mãe e filho é magnífico e inigualável; quando a mãe cumpre seu papel, dentro de suas possibilidades, pode impactar positivamente a vida de seus filhos e de quem está ao redor. Elas podem contribuir significativamente para toda a sociedade, pois suas ações ecoam através das gerações.
Eu não sou mãe, por opção minha, mas não é por isso que deixo de perceber e valorizar o vínculo tão precioso que existe entre uma mãe e seu bebê. Há poucos dias nasceu, de sete meses, minha sobrinha e teve que ficar na incubadora enquanto minha cunhada estava na UTI, quando as circunstâncias melhoraram a mãe foi ter seu primeiro contato pós-parto: ao ouvir a voz da mãe, minha sobrinha logo abriu os olhinhos e ao sentir seu toque, agarrou com toda força que tinha o dedo de sua mãezinha, a partir daí a evolução do quadro de saúde da bebê melhorou significativamente.
Acredito ser essa a forma mais sublime do amor humano: mãe e filho. Deve sentir o apogeu desse sentimento ao ter em seus braços a materialização de seus sonhos, anseios, expectativas e desejos. Tocar, cheirar e sentir os corações batendo juntos como antes, deve trazer uma alegria e satisfação que não pode ser traduzida em palavras, nosso vocabulário não contempla.
As mulheres que são mães, nas mais variadas circunstâncias, as que aceitam se aventurar nessa jornada de uma vida inteira são dignas de admiração e reconhecimento, não em detrimento das outras, mas equitativamente. A mulher que aceitou ser mãe, e o fazem dando seu melhor, não é inferior, menos guerreira ou menos empoderada, foi uma escolha, da qual as parabenizo. Estou certa de que elas provam de um amor que nem todos acessam, infelizmente.

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